quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Post de uma morte anunciada
Pois em pouco mais de um mês tive casamentos e funerais, internamentos e biópsias, festas, noitadas e directas. Parece extracto de vida concentrado, tudo a cair em catadupa que é para ter mais efeito. Está a ser interessante, mas com tanta montanha russa, não há tempo, disposição nem paciência para proceder ao registo das actividades neste espaço. Quando as horas que antes se passavam numa secretária, com pouco para fazer e tempo para escrever, são substituídas por experiências, dramas, aventuras, enfim... vida à portuguesa, temos mais é que mergulhar de cabeça neste caldeirão de acontecimentos, senão arriscamo-nos a perder os pormenores. Que são os que fazem toda a diferença.
Em breve haverá uma apresentação pública das experiências que foram sendo registadas nesta Fila ao longo destes tempos. Deverá acontecer em Matosinhos e será recheada de fotos, relatos e detalhes sórdidos e será anunciada aqui. Depois partiremos para outra. Até lá, roubo a ideia à Inês.
Beijinhos, Teresa
quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
A chegada: carne, lágrimas e livro
sábado, 10 de Outubro de 2009
Estranho
Eu peço desculpa pela longa ausência, mas a aterragem na nova velha vida, está a demorar mais tempo do que eu alguma vez poderia imaginar. Os encontros têm sido carregados de emoção, lágrimas e risos, muitas jantaradas e muita troca de histórias. Mas é estranho estar de volta a um ambiente que pouco mudou. E depois do radicalismo das minhas experiências aqui descritas, é-me estranho encontrar-me rodeada pelos meus amigos de sempre, nas esplanadas do costume, a ter conversas... normais. Não sentimos que passou quase um ano. O que por um lado é bom sinal: de força das relações que não se abalam com o tempo nem com a distância. Mas por outras vezes, parece que tenho que repetir a mim mesma que a Índia aconteceu realmente e não foi apenas algo com que eu sonhei entre dois cafés numa praia em Matosinhos.
terça-feira, 29 de Setembro de 2009
Nervoso miudinho
Este desabafo parece que me enche de forca e de vontade de descobrir a resposta. Sydney maravilhosa fica para tras, nao `e casa, nao `e portuguesa. Apesar da simpatia de todos, nao tem os mimos nem o calor da cozinha da minha tia, dos abracos do meu pai, dos risos dos meus amigos. Estou de volta minha gente. Com nervos miudinhos e com muita saudade e com imensa vontade de a matar.

