quinta-feira, 9 de abril de 2009
Voltei, voltei
sexta-feira, 27 de março de 2009
Fui
quinta-feira, 26 de março de 2009
Contrabando alimentar
- quase toda a comida leva açúcar;
- a frase "no spicy" é impossível de ser percebida
(-it is not spicy.
- but my mouth is burning...
- no Teresa, it is not spicy.)
quarta-feira, 25 de março de 2009
Pormenores III
terça-feira, 24 de março de 2009
Ócio de perna cruzada
Os últimos dois dias têm sido de uma tranquilidade aborrecedora. Já terminei tudo o que tinha programado e como vou de férias a partir de amanhã (YUPI!) não posso começar com nenhum projecto novo. A presidente está fora e o escritório fica sempre transformado quando ela não está. Acho que o ditado “patrão fora, dia santo na loja” tem equivalente em Gujarati. Anda toda a gente mais relaxada (ainda mais, sim): lê-se o jornal a meio do dia e na secretária, fazem-se mais pausas para beber chai. Enfim, pasta-se, em homenagem às sagradas vacas. E eu aproveito para surfar (na net, claro que ainda nem vi mar desde que cá cheguei) e vou-me apaixonando pelo twitter...
P.S. A Super Mãe chega amanhã!
domingo, 22 de março de 2009
Demasiado
As vezes é demais. Demasiada informação para assimilar num contexto demasiado diferente. Na nossa última conversa tinha ficado a promessa de mais confissões. Eu tinha manifestado a minha curiosidade em saber como é o relacionamento dos namorados na Índia. E ela, despojada dos amigos que o namorado não a deixa ter e dona de uma personalidade alegre e comunicativa, tinha manifestado a sua vontade em partilhar tudo comigo. Assim, quando nos encontramos sozinhas num restaurante de beira de estrada no sábado à noite, começamos a conversa. Falou-me do primeiro namorado que teve e de como só trocaram um beijo depois de 1 ou 2 anos de namoro. Do homem que andou atrás dela depois desta primeira experiência e de como ele se afastou quando ela finalmente lhe devolveu alguma atenção. E depois conheceu o actual namorado. Há uns dois anos atrás. O problema das religiões irreconciliáveis foi logo abordado no início, quando ele lhe confessou que gostava dela, mas que nunca se casariam. Depois, com a voz mais baixa e pausando com mais frequência, a D. confessa o que imagino que há muito tempo quereria ter partilhado com alguém: que fizeram sexo. Explicou-me que ela não queria, como tinha recusado e como ele tinha insistido informando que não era nada de especial e que demorava muito pouco tempo. Aqui confesso que o meu queixo quase que bateu na mesa. “Desculpa, não percebi. Se tu não querias, como é que isso aconteceu?” O problema é que imaginamos as violações e os violadores como pessoas facilmente identificáveis, como os maus da fita num filme, em que logo no início a música nos deixa com uma firme suspeita que aquele homem não é boa gente. Nunca pensamos que um rapaz de sorriso gentil, prestável, competente, com quem trabalhamos diáriamente, se possa comportar como o vilão. Mas a vida real ultrapassa a ficção. “Ele forçou-te?”, “Sim, claro”.
Quando há uns anos estava a ler a biografia do Nelson Mandela, houve uma parte que me impressionou bastante. É um episódio em que ele descreve que, já depois de se ter formado em Direito e de ter começado a estagiar, algo aconteceu que o fez aperceber-se de que ele era uma pessoa de tanto valor como qualquer branco. Fiquei sensibilizada porque sempre pensei que os grandes transformadores da história, tinham sempre a noção da injustiça de que eram alvos. Nunca imaginei que a discriminação pudesse estar de tal modo infiltrada nos modos de vida, ao ponto de os fazer crer que eram efectivamente inferiores e que tinham menos valor como pessoa. Esta conversa com a D. faz-me relembrar esse momento. Enquanto lhe explico que o aconteceu tem enquadramento criminal e que a esse comportamento corresponde uma pena de prisão. Até na Índia. Ela parece surpreendida. Explica-me que para ela, em relação ao amor, sempre foi uma questão de, se ele está feliz, eu estou feliz. “E estás mesmo?” A resposta vem na forma de silêncio.
sábado, 21 de março de 2009
Leitura de fim de semana
Uma notícia que se lê como um romance ou o guião de um filme. Parece que a vida é mesmo melhor que a ficção. Como estou na Cidade dos Diamantes (60% dos diamantes do mundo são polidos aqui, ou pelo menos eram, antes da crise) pareceu-me relevante pô-la em fila. A dica veio daqui. Boa Primavera!