quinta-feira, 9 de abril de 2009

Voltei, voltei

Acabadinha de chegar, ainda meia zonza com a quantidade de km percorridos nos últimos dias, mas feliz e contente, bronzeada e "energizada" com a quantidade de compras, praia, sol e mar de água morna e transparente. Notícias e reportagem fotográfica em breve.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Fui

Para os meus (gloriosos) 10 dias de férias. Até lá ficam com as imagens de parte da minha sexta-feira à tarde, em casa das minhas vizinhas do 2º andar.





quinta-feira, 26 de março de 2009

Contrabando alimentar

A Super Mãe chegou hoje com a mala carregadinha de presentes gastronómicos: presunto (fatiado, não se preocupem que não veio com a coxa do porco na mala), alheiras, atum e sardinhas enlatadas... Tudo preciosidades dificílimas de encontrar neste estado indiano, hiper vegetariano, onde a ingestão de ovos já quebra com a lógica "pure veg" cá do sítio. Quando comi a minha primeira fatia de presunto em 4 meses, confesso que fiquei tão feliz que lhe dediquei uma pequena dança. A aventura gastronómica vai continuar nos próximos dias, quando abalarmos em direcção a Goa onde (graças à influência portuguesa, gosto eu de pensar) não há restrições destas e carne, peixe e álcool fluem a bom ritmo. Entretanto, em jeito de pré-despedida, deixo-vos 2 curiosidades gastronómicas deste estado, onde impera a lei seca, sendo preciso uma autorização da polícia para comprar àlcool:
- quase toda a comida leva açúcar;
- a frase "no spicy" é impossível de ser percebida
(-it is not spicy.
- but my mouth is burning...
- no Teresa, it is not spicy.)

quarta-feira, 25 de março de 2009

Pormenores III

O Kaka (que é como quem diz, tio) a vender milho cozido à entrada de um jardim. Delicioso, o milho...

A tola da minha viziha Nidi.

A minha vizinha da frente, a criança mais tímida do prédio (foto by Nidi).

terça-feira, 24 de março de 2009

Ócio de perna cruzada

Os últimos dois dias têm sido de uma tranquilidade aborrecedora. Já terminei tudo o que tinha programado e como vou de férias a partir de amanhã (YUPI!) não posso começar com nenhum projecto novo. A presidente está fora e o escritório fica sempre transformado quando ela não está. Acho que o ditado “patrão fora, dia santo na loja” tem equivalente em Gujarati. Anda toda a gente mais relaxada (ainda mais, sim): lê-se o jornal a meio do dia e na secretária, fazem-se mais pausas para beber chai. Enfim, pasta-se, em homenagem às sagradas vacas. E eu aproveito para surfar (na net, claro que ainda nem vi mar desde que cá cheguei) e vou-me apaixonando pelo twitter...

P.S. A Super Mãe chega amanhã!

domingo, 22 de março de 2009

Demasiado

As vezes é demais. Demasiada informação para assimilar num contexto demasiado diferente. Na nossa última conversa tinha ficado a promessa de mais confissões. Eu tinha manifestado a minha curiosidade em saber como é o relacionamento dos namorados na Índia. E ela, despojada dos amigos que o namorado não a deixa ter e dona de uma personalidade alegre e comunicativa, tinha manifestado a sua vontade em partilhar tudo comigo. Assim, quando nos encontramos sozinhas num restaurante de beira de estrada no sábado à noite, começamos a conversa. Falou-me do primeiro namorado que teve e de como só trocaram um beijo depois de 1 ou 2 anos de namoro. Do homem que andou atrás dela depois desta primeira experiência e de como ele se afastou quando ela finalmente lhe devolveu alguma atenção. E depois conheceu o actual namorado. Há uns dois anos atrás. O problema das religiões irreconciliáveis foi logo abordado no início, quando ele lhe confessou que gostava dela, mas que nunca se casariam. Depois, com a voz mais baixa e pausando com mais frequência, a D. confessa o que imagino que há muito tempo quereria ter partilhado com alguém: que fizeram sexo. Explicou-me que ela não queria, como tinha recusado e como ele tinha insistido informando que não era nada de especial e que demorava muito pouco tempo. Aqui confesso que o meu queixo quase que bateu na mesa. “Desculpa, não percebi. Se tu não querias, como é que isso aconteceu?” O problema é que imaginamos as violações e os violadores como pessoas facilmente identificáveis, como os maus da fita num filme, em que logo no início a música nos deixa com uma firme suspeita que aquele homem não é boa gente. Nunca pensamos que um rapaz de sorriso gentil, prestável, competente, com quem trabalhamos diáriamente, se possa comportar como o vilão. Mas a vida real ultrapassa a ficção. “Ele forçou-te?”, “Sim, claro”.


Quando há uns anos estava a ler a biografia do Nelson Mandela, houve uma parte que me impressionou bastante. É um episódio em que ele descreve que, já depois de se ter formado em Direito e de ter começado a estagiar, algo aconteceu que o fez aperceber-se de que ele era uma pessoa de tanto valor como qualquer branco. Fiquei sensibilizada porque sempre pensei que os grandes transformadores da história, tinham sempre a noção da injustiça de que eram alvos. Nunca imaginei que a discriminação pudesse estar de tal modo infiltrada nos modos de vida, ao ponto de os fazer crer que eram efectivamente inferiores e que tinham menos valor como pessoa. Esta conversa com a D. faz-me relembrar esse momento. Enquanto lhe explico que o aconteceu tem enquadramento criminal e que a esse comportamento corresponde uma pena de prisão. Até na Índia. Ela parece surpreendida. Explica-me que para ela, em relação ao amor, sempre foi uma questão de, se ele está feliz, eu estou feliz. “E estás mesmo?” A resposta vem na forma de silêncio.

sábado, 21 de março de 2009

Leitura de fim de semana

The Untold Story of the World's Biggest Diamond Heist
Uma notícia que se lê como um romance ou o guião de um filme. Parece que a vida é mesmo melhor que a ficção. Como estou na Cidade dos Diamantes (60% dos diamantes do mundo são polidos aqui, ou pelo menos eram, antes da crise) pareceu-me relevante pô-la em fila. A dica veio daqui. Boa Primavera!
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